STF julga hoje ação que proíbe homens gays de doar sangue

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Por mais absurdo que pareça, o STF julga hoje ação que proíbe homens gays de doar sangue.  A norma divulgada pelo Ministério da Saúde em 2016,  que nasceu de outra portaria de 2013 determina que quem se relaciona com pessoas do mesmo sexo deveria ter ficado pelo menos um ano sem ter relações sexuais para estar apto a doar sangue.

Esse assunto é tão absurdo, que cheguei a esquecer dele, achando que já tinham sido julgado inconstitucional. Fora que tal pensamento é errado em tantos níveis que chega a ser difícil elencar todas as explicações que justifiquem a imbecilidade do ato (como se precisar ser justificado).

Tal forma de pensamento remota à década de 80 e início dos 90 onde havia uma crença popular que as doenças venéreas, a exemplo da AIDS eram oriundas de homossexuais. Em 81, nós Estados Unidos aconteceram 41 casos de pacientes jovens com sarcoma de Kaposi, que é um câncer raro que se manifestava somente em idosos. Essa doença mais tarde seria conhecida como AIDS, porém na época a única ligação entre os pacientes é que eles eram homossexuais masculinos o que na época gerou um preconceito chamado de câncer gay, que mais tarde começaram a acontecer casos com pacientes héteros, mas aí o estrago já estava feito. Já havia instaurado o preconceito com a comunidade LGBT+.

Diz o ministério da saúde que isso foi recomendação da OMS porém não comprovaram nada a respeito disso. Obviamente, os doadores heterossexuais não possuem nenhuma restrição, apenas lhes é cobrado que usem preservativo no sexo. Ridículo.

Vamos aguardar o dia de hoje, e esperar que essa babaquice chegue ao fim. E pensar que em pleno 2020, e a gente ainda tem que discutir essas coisas, tanto o preconceito, quanto o fato de sangue ser sangue.

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