Antigo Egito

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Mapa do Antigo Egito

O antigo Egito localiza-se onde hoje fica o Egito (dããã)… Bem, falando sério, o Egito é localizado ao nordeste da África, ao longo do Rio Nilo, um dos maiores rios do planeta. Esse rio nasce no Lago Vitória (ao sul) e desemboca no Mar Mediterrâneo (ao norte). O engraçado é que a região de “cima” é conhecida como baixo Egito (por estar em altitudes ao nível do mar), enquanto a parte de “baixo” (por estar mais ao centro do continente e com maiores altitudes) é conhecida como alto Egito. E, ao longo desse rio nasceu a monarquia mais duradoura do mundo antigo.

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Um dos grandes atrativos da região é o fato do rio Nilo ser um rio de aluvião, ou seja, ele possuiu cheias regulares, onde as águas invadem a margem trazendo húmus e diversos sedimentos que adubam a margem e quando descem, deixam o solo ótimo para a agricultura. Para organizar toda essa atividade agrícola foi necessário um império centralizado, com um enorme poder nas mãos de seu monarca, mas, isso é só “mais além”.

Antes dos faraós existiam os Nomos, pequenas unidades políticas onde cada uma possuía um chefe que era chamado de Nomarca. Os nomos produziam o suficiente para a sobrevivência, eram independentes e por vezes entravam em guerra entre si. Com o passar dos tempos, os Nomos se uniram e formaram dois reinos independentes: um no norte (baixo Egito) e outro no sul (alto Egito). Esses reinos existiram em separados até que por volta de 3.200 a.C, Menés unificou os dois reinos e tornou-se o primeiro faraó.

O Faraó e a religião

Pensar no faraó como simplesmente “o rei do Egito” é algo errado de pensar. O Faraó atuava como chefe político, religioso e militar, sob uma forma de governo conhecida como Monarquia Absoluta Teocrática, ou seja, o monarca (que era o faraó) era considerado divino, como filho do Deus do sol – Rá. Portanto para os egípcios, o faraó era a autoridade máxima sobre a terra.

A religião era politeísta (de muitos deuses), e esses deuses eram tanto antropomórficos (forma de deus/homem) como zoomórfica (forma de deus/animal). Assim a religião cultuava alguns animais como sagrados, acreditavam na imortalidade da alma, na volta da alma para o mesmo corpo e no juízo final. Essa crença na vida eterna era tão forte que eles desenvolveram uma técnica para preservar o corpo, da mesma forma que a alma. A mais famosa dessas técnicas é conhecida como mumificação. Através da mumificação, os corpos de personalidades importantes, e principalmente dos faraós eram desidratados (secos) e depois enrolados em faixas para impedir a carne de se desprender do corpo, e… formando assim uma bela múmia.

Falando em múmia, a pirâmide foi desenvolvida para ser um grande túmulo para guardar a múmia. Essa construção gigantesca foi erguida com o trabalho de muitos escravos que trabalhavam até a morte. A construção era gigantesca para simbolizar o enorme poder do faraó.

Sociedade, cultura e economia

Os egípcios possuíam 3 sistemas de escritas: o Demótico (mais popular), o Hierático (considerado sagrado e utilizado pelos sacerdotes) e o Hieroglífico (mais complexo, utilizado pelos escribas e decifrado pelo historiador Jean François Champollion, através da Pedra Roseta). O desenvolvimento da escrita veio seguido pela produção de uma rica produção literária capaz de abranger desde os temas cotidianos, indo até a explicação de mitos e rituais sagrados. Entre os livros de natureza religiosa e moral, destacamos o “Livro dos Mortos” e o “Texto das Pirâmides”, respectivamente. Em paralelo, também havia produções textuais mais leves e jocosas, como no caso do livro “A sátira das profissões”, escrito que critica os incômodos existentes em cada tipo de trabalho. Fora isso… o ensino da escrita era algo destinado somente às camadas dirigentes da sociedade.

Falando em divisão, a sociedade era dividida em três setores:

  • O setor primário: faraó e sua família, os sacerdotes, os nobres (grandes proprietários de terras) e os chefes militares no Novo Império.
  • O setor secundário: composto de soldados, artesões e camponeses (maior parte da população)
  • O setor terciário: composto de escravos (que eram poucos). Cuja procedência eram em sua maioria estrangeiros aprisionados em guerras. Porém, poderia tornar-se escravo o homem-livre que não pudesse saldar alguma dívida. O uso do escravo era destinado tanto para tarefas domésticas ou para os trabalhos mais pesados.

A economia baseava-se na agricultura, embora se praticasse a pesca, a caça e a pecuária. O comércio interno era realizado em espécie de feiras e o comércio externo era contratado pelo Estado. Comercializavam com a Fenícia, a ilha de Creta, Palestina e Síria. Não havia moeda, então, comercializava-se por sistemas de trocas de mercadorias. Os egípcios também desenvolveram excelentes artesanatos e manufaturas.

Períodos da história do Egito antigo

A Grande Esfinge de Gizé

Antigo Império (3.200 a.C até 2.000 a.C). Nesse período o Estado teve capitais como Tinis e Mênfis. O Estado encontrava-se já organizado e com território unificado o que garantiu o enriquecimento dos senhores de terras, que viviam do trabalho compulsório (forma de exploração de trabalho forçado) dos camponeses chamados de Felás. Foi nesse período que criaram as Pirâmides, na Planície de Gisé, sob a proteção da Esfinge, uma enorme escultura que tem o corpo de leão e cabeça de homem. As pirâmides levam o nome de seus construtores: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Por volta de 2.300 a.C até 2.000 a.C houve períodos de crise, ocasionados pelo fortalecimento dos últimos Nonarcas e de alguns sacerdotes. Essa crise só se resolveu quando os governantes da cidade de Tebas submeteram os Nonarcas e os sacerdotes á sua autoridade, diminuindo o poder deles resolvendo essa “anarquia” política.

Médio Império (2.000 a.C até 1580 a.C). A capital do Egito passou á ser Tebas e ocorre o estabelecimento da Monarquia Nacional. Os Hicsos, povo vindo da Ásia entraram em guerra com os egípcios e dominaram o território por cerca de 100 anos. Os hicsos dominaram pois tinham supremacia militar: cavalo e carro de guerra, coisas desconhecidas pelos Egípcios. Os invasores só foram expulsos em 1580 a.C., durante isso, ocorreram várias crises internas por conta dessa invasão.

Novo Império (de 1580 a.C até 525 a.C). Esse período caracterizou-se pelo militarismo e o Imperialismo. Novos territórios foram incorporados aos atuais: Núbia, Etiópia, Síria e a Fenícia. Por certo período de tempo estabeleceu-se um culto monoteísta (um único Deus) onde Aton, representado pelo Disco solar era o Deus único, isso teve, principalmente, motivos políticos que era diminuir o poder dos sacerdotes que tinham voltado a incomodar, mas com a morte de Aquenaton (Amenófis IV – mudou o nome pra Aquenaton na época da criação do culto), seu sucessor Tutakamon restaurou a religião politeísta e o culto a Rá. Seu sucessor Ramsés II voltou sua preocupação para a conquista de novas terras e reinos dando um caráter expansionista ao Egito, mas tais campanhas militares acabaram por enfraquecer o Império, que acabou sendo invadido por muitos povos: Hititas, Assírios, Persas, Macedônicos e, por fim, em 30 a.C os egípcios finalmente caíram para os romanos. A queda do Egito antigo ocorreu com a morte da rainha Cleópatra VII (nasceu na Alexandria, Janeiro de 70 a.C. ou Dezembro de 69 a.C. – 12 de Agosto? de 30 a.C.).

Abaixo… para finalizar, algumas das divindades egípcias:

Nome do deus(a) O que representava
Sol (principal deus da religião egípcia)
Toth sabedoria, conhecimento, representante da Lua
Anúbis os mortos e o submundo
Bastet fertilidade, protetora das mulheres grávidas
Hathor amor, alegria, dança, vinho, festas
Khnum criatividade, controlador das águas do rio Nilo
Maet justiça e equilíbrio
Ptah obras feitas em pedra
Seth tempestade, mal, desordem e violência
Sobek paciência, astúcia
Osíris vida após a morte, vegetação
Ísis amor, magia
Tefnut nuvem e umidade
Chu ar seco, luz do sol
Geb terra

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