O governo Juscelino Kubitschek

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O governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi um período de intensas transformações no Brasil. Sob a liderança de Kubitschek, o país experimentou uma série de mudanças que transformaram a economia e a sociedade brasileira. O brasileiro aprendeu a consumir, a comprar novos produtos e as distâncias ficaram menores. Foi tanta coisa nova ao ponto desse período ficar conhecido como “os anos dourados“.

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Herança Varguista

Vargas cometeu suicídio em 1954, uma junta assumiu o poder até novas eleições serem feitas. Esse foi o momento onde aqueles partidos criados por Getúlio Vargas, o PTB e PSD ganharam muita força por mostrarem-se como herdeiros do getulismo. Através de uma aliança PSD-PTB, as pessoas votam em um candidato novo na corrida nacional. Juscelino foi eleito Presidente com 36% dos votos, em turno único. A oposição perde com seu candidato Juarez Távora (UDN)

No poder, Juscelino Kubitschek coloca em andamento seu Plano Nacional de Desenvolvimento, também chamado de Plano de Metas, que tinha o célebre lema “Cinquenta anos em cinco”. Esse plano tinha 31 metas distribuídas em seis grandes grupos: energia, transportes, alimentação, indústria de base, educação e — a meta principal — a construção da cidade Brasília. E de fato, muitas obras aconteceram e muita coisa foi feita (ou pelo menos iniciada) para cumprir essa promessa.

O Brasil de Juscelino Kubitschek

Kubitschek foi a criação do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), em 1958. O objetivo do conselho era promover a coordenação entre os órgãos governamentais e os setores privados envolvidos na produção, transmissão e distribuição de energia elétrica e na gestão dos recursos hídricos no país. Também iniciou a construção da hidrolétrica de Furnas (MG) e a Usina de Três Marias no rio São Francisco.

Mas a principal mudança promovida por Kubitschek foi a introdução do estilo de vida americano no Brasil. O “american way of life” (estilo de vida americano) é um estilo de vida baseado no consumo. É nessa época que apareceram os eletrodomésticos, que prometiam facilitar a vida em casa, os automóveis e uma gama de produtos que passaram a ser oferecidos aos brasileiros em massa. O brasileiro passou a ser bombardeado por propaganda seja nos jornais, revistas ou rádio.

Seguindo essa vida de consumo. Com o objetivo de modernizar o país e promover o desenvolvimento econômico, o governo de Kubitschek incentivou a importação de produtos e tecnologias americanas, além de estreitar relações comerciais com os Estados Unidos. Um exemplo desse processo foi a chegada de grandes montadoras ao Brasil e a produção em massa de veículos. Era tanta pressão para o Brasil adotar o automóvel que de Norte a Sul novas estradas se abriram. É tanta estrada que o Brasil abandonou meios de transportes como o ferroviario ou hidroviário e até hoje, o principal meio de transporte de pessoas e mercadorias no Brasil é o rodoviário.

Empréstimos e mais empréstimos

Mas a grande marca do governo de Kubitschek foi a construção de Brasília, a nova capital federal, inaugurada em 1960. A cidade foi planejada e construída em um tempo recorde de quatro anos e representou um marco na história do país. Com a mudança da capital para Brasília, o país ganhou uma nova dinâmica política e administrativa, além de novas oportunidades econômicas e culturais. Essa foi uma obra gigantesca e obviamente muito cara.

Por esse motivo o final do governo de Juscelino Kubitschek foi marcado por escândalos, principalmente relacionados a empréstimos externos. A tomada desses empréstimos gerou uma grande dívida externa para o país, o que acabou contribuindo para a instabilidade econômica e a crise financeira que se seguiu após o fim do governo.

Apesar desses desafios, o governo de Juscelino Kubitschek deixou um legado importante para o Brasil, com uma série de mudanças que transformaram a economia e a sociedade do país. Surgia uma nova classe média, e crises políticas que perdurariam até o próximo governo.

Próxima aula: Governo Jânio Quadros

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