Neocolonialismo

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Nos séculos XV ao XVII houve a expansão colonial causada pela era das navegações aquela foi a época da “descoberta da América”. Em outras palavras, vocês estudaram sobre o COLONIALISMO ano passado, um resultado das Grandes Navegações. Agora, entre 1880 e 1914, as nações europeias começaram a expandir seu poder industrial dividindo entre si a maior parte das terras do planeta (sim… isso é extremamente sem noção, pois já existiam pessoas morando nessas áreas). Essa expansão industrial deu espaço para surgir uma nova forma de exploração conhecida como Imperialismo ou Neocolonialismo. Esse nome de “NEO” significa que era uma nova roupagem para o colonialismo, inaugurada na época das grandes navegações.

No primeiro colonialismo, o objetivo era buscar ouro e prata para os cofres reais das metrópoles, já o neocolonialismo era motivado pelo desenvolvimento da era das indústrias gigantes. Esse crescimento fez com que pequenas empresas fechassem e as grandes enfrentassem problemas de falta de matérias primas, a solução para isso era dominar novos territórios, procurando unificar a economia.

A postura dos países europeus em cima dos africanos e asiáticos foi imperialista. Em outras palavras, o imperialismo é uma política de dominação do governo de um país sobre o outro. Essa dominação pode ocorrer de duas formas, a primeira é a dominação territorial, quando um país ocupa o outro por meio de intervenção militar (básico). Já a outra forma, é a dominação econômica, onde um país interfere na vida econômica do país dominado. Legal destacar que esse segundo, é a forma mais desejada pelos países imperialistas.

Não importa a forma imperialista adotada. Podemos ver que essa briga para conquistar países na África e Ásia era incentivada pelos seus governos de forma que a população comprava essa ideia. De uma forma bem resumida, pra não ficar fazendo textão resumimos as justificativas furadas dos países para o neocolonialismo em três pontos:

  • Lado econômico: já falamos um pouco acima. Mas como as empresas estavam esmagando umas as outras nos países industrializados, a solução foi buscar mercados consumidores nos países não industrializados. Além disso, buscavam nesses países fontes de energia para as linhas de montagem das empresas. Como era o caso do carvão e do petróleo. Por que carvão? O carvão mineral era utilizado para gerar eletricidade. Estava começando a era da energia elétrica.
  • Lado político: O governo usava o imperialismo para aumentar o orgulho dos cidadãos pela nação. O cidadão ficava orgulhoso de fazer parte da nação que estava progredindo frente às demais nações. DETALHE: não tem nada errado em ser patriota e ter orgulho do seu país. Mas quando você coloca o orgulho do seu país acima do bom senso, fica complicado, né? Esse orgulho exaltado vamos falar sobre ele na aula sobre a Primeira Guerra Mundial (é… isso mesmo que você está pensando).
  • Lado “caridoso”: mais sem noção ainda era a justificativa que o homem branco dava a si mesmo para estar pisando em solo africano (por exemplo) e estar lá roubando recursos. Na cabeça dele, ele estava em uma missão civilizadora que levaria aos povos “atrasados” as ciências e as indústrias. Desse sentimento de superioridade, obviamente vinha junto um sentimento de “racismo” sobre os povos dominados.

Charge mostrando o imperador alemão brigando com a rainha da Grã-Bretanha pelos territórios por ela conquistados.

O racismo no neocolonialismo.

O conceito de ‘raça” como nós usamos hoje foi criado nesse século justamente para mostrar os “neocolonizadores” como cidadãos superiores ao terem suas “raças” comparadas com os “neocolonizados”. O colonizador sentia-se a vontade de trabalhar da maneira que quisesse sobre a população dos locais dominados. Pra eles não tinha problema algum usar violência para obrigar os colonos a cooperarem com a dominação do território ou para os obrigar a entregar suas reservas de carvão. Não se tratava de gente e sem de um monte de ignorantes que não sabiam usar aquelas preciosidades, então não tem nada de errado no colonizador meter a mão em tudo o que o colonizado tinha e levar para seu país. Uma boa estratégia era utilizar inimigos das lideranças locais para administrar os territórios conquistados desde que eles os ajudassem de alguma forma na conquista do território.

O principal império colonial existente na época era o Britânico, obviamente, teremos outras nações que vão querer arranjar, à força, uma parcela da África para si, tal como o império francês. Mas teremos alguns exemplos de colonialismo que são desdobramentos da primeira época colonial, tal como Portugal e a Espanha, mas a França e o Reino Unido eram donas das maiores porções e terras na África.

Os impérios neocoloniais

Para encerrar esse tema, vou falar abaixo dos territórios dominados pelas principais nações. É importante entender isso pois essa briga por territórios vai culminar no próximo conteúdo que é a Primeira Guerra Mundial. Em resumo, temos duas nações consolidadas como poderosas (França e Grã-Bretanha) e uma que veio para disputar pesadão com as duas. Mas vamos com calma.

Pra entender melhor, antes de 1870 a Inglaterra já tinha concessões coloniais na América, na Ásia e na África. Depois disso foi fácil dominar outros territórios. A Grã-Bretanha dominava territórios como a Austrália, Nova Zelândia, O Egito, o Sudão, África do Sul, China e Índia. Em todas essas colônias eles dominavam a produção econômica na marra, sempre protegidos pelo seu exército. Se já existia alguma forma de produção industrial eles procuravam derrubar, como foi o caso da China/Índia, grandes produtoras de tecidos artesanais que pararam de produzir para ceder lugar às máquinas têxteis inglesas.

Olhando a “amiguinha”, a França era o segundo maior império colonial. Ela começou dominando a Argélia, o Norte da África e com o passar do tempo dominou quase todo o noroeste do continente africano e a Indochina (atual Vietnã). A única diferença dela para as demais nações é que procurava administrar diretamente suas colônias, tentando assimilar os colonizados, por isso ensinava a língua e os costumes para eles. Por isso que ainda temos na África que ainda falam francês, tais como Camarões ou Costa do Marfim.

Por fim… o problema. A Alemanha até bem pouco tempo antes do Neocolonialismo não era nem um país. Era um aglomerado de reinos independentes que se unificaram muito tarde. Somente em 1879 nasceu a Alemanha e por isso entrou tarde na disputa do Neocolonialismo pegando poucos territórios na África. Apesar de chegar tarde na disputa, o ritmo de crescimento da Alemanha era assustador, preocupando muito a França e a Grã-Bretanha. Motivo pelo qual a gente vai ter essa rivalidade entre essas nações na Primeira Guerra Mundial.

Bônus – Itália: A Itália segue o mesmo quadro da Alemanha. O problema é que não estava tão bem em ritmo de crescimento nem de territórios. Ela chegou muito tarde dominando apenas o litoral da Líbia, Eritréia e Somália.

Mapa 1
Divisão neocolonial da África
Divisão neocolonial da África

Mapa 2

Mapa Neocolonialismo na Ásia.
Mapa Neocolonialismo na Ásia.
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