Racionalismo

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No final da idade média ocorreu um movimento intelectual que mudou as bases da pensamento europeu. Esse movimento intelectual atribui à razão humana como a origem e única forma de obter acesso a todos os conhecimentos.

Desde a ascensão da Igreja Católica no feudalismo, o conhecimento como objeto de estudo era restrito aos mosteiros e padres, estando dessa forma sobre a responsabilidade da Igreja. O pensamento dominante no mundo era o pensamento teocêntrico. Essa forma de ver o mundo diz que como Deus criou o mundo, Deus é a origem de todas as coisas, portanto todas as respostas podem ser encontradas nas escrituras sagradas. Pensar dessa forma limitava o desenvolvimento das ciências uma vez que tudo sendo explicado como vontade divina, não deixa espaço para buscar novas respostas para os problemas.

Surge então o racionalismo como uma corrente filosófica que determina que o homem deve buscar em si a resposta para os problemas do mundo. O racionalismo mais tarde, será importante para movimentos intelectuais como por exemplo o antropocentrismo (sendo a base dessa filosofia), o humanismo e o renascimento. Através do racionalismo, o pensamento passa a ser antropocêntrico, ou seja, o homem está no centro das explicações. Para esses filósofos o conhecimento, como objeto de estudo (coisa a ser estudada), é algo inato, ele vive dentro de cada um de nós. A razão é o instrumento necessário para que o homem busque esse conhecimento dentro de si. Da mesma forma que a dúvida é o que nos motiva a buscar esse conhecimento.

René Descartes

Descartes é conhecido como o pai da modernidade. Descartes, que era em formação um jurista. Desenvolveu muitas contribuições como matemático e filósofo para as ciências modernas. A maior contribuição foi a criação de um método de análise nas ciências, que servirá de base para a criação do método científico.

O chamado método cartesiano, consiste na dúvida de cada ideia ou fenômeno que não seja claro e distinto. Ao contrário dos gregos antigos e dos escolásticos, que acreditavam que as coisas existem simplesmente porque “precisam” existir, ou porque assim deve ser, etc. Descartes procurava verdades absolutas no universo, mas para chegar a isso tinha-se que partir de uma motivação, dessa forma ele instituiu a dúvida. Somente aquilo que puder ser provado é que pode existir. Duvidar é algo inevitável. Tanto que ele criou sua primeira certeza explicando a existência da consciência do ser humano, o “Ego cogito, ergo sum” (“Penso Logo, existo”) em cima do próprio ato de duvidar.

As contribuições podem ser encontradas na medicina, na matemática mas sua maior contribuição é na filosofia ao criar o método cartesiano para analisar qualquer problema científico através de quatro passos:

  1. Evidência: a dúvida é criada pelos sentidos: “não aceitar aquilo que me deixa dúvida”.
  2. Análise: “dividir o objeto analisado em quantas partes possíveis e necessárias”.
  3. Partir dos objetos mais simples rumo aos mais complexos.
  4. Enumeração: “revisar todas as etapas do pensamento”.

O pensamento cartesiano era um pensamento de ordem matemática dedutivo. Como todo o problema matemático, existe uma ordem para a resolução dos problemas que deve ser respeitada (tal como a ordem de resolver uma equação matemática. Ex: primeiro os parêntesis, depois a multiplicação, depois a… e  por aí vai). Organizando o raciocínio e repetindo esses passos toda a vez que ainda houvesse dúvida, você poderia chegar à tão sonhada verdade absoluta.

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