Grécia Antiga

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Até hoje, a herança grega faz parte do nosso cotidiano. Podemos ver isso ao estudar matemática, filosofia, astronomia, teatro, tragédias, comédias, olimpíadas, signos do zodíaco e diversas outras manifestações culturais de origem grega. A difusão da cultura grega pelo mundo recebeu o nome de Helenismo. O helenismo uniu todos os elementos culturais da Grécia Antiga como se fosse uma cultura só, expandindo-a para outros povos, tanto que até hoje, essa cultura faz parte do nosso cotidiano. Porém vamos ver que a formação da Grécia Antiga vem de vários povos que contribuíram para a região ser o que foi no passado. Só nunca os gregos se enxergaram como um país unido. Para eles sempre a sua cidade era o seu lar, e consequentemente, seu país.

Geografia da região

A Grécia hoje ocupa praticamente a mesma região há milênios, mas nos tempos antigos, poderíamos dividir a Grécia em três grandes regiões: a primeira dela seria a região ao sul do continente, mais precisamente ao sul da península balcânica. Essa recebe o nome de Grécia Continental. Depois temos a região da península do Peloponeso, então essa recebe o nome de Grécia Peninsular, e um monte de ilhas dispersas pelo mar Egeu, essa parte por fim, recebe o nome de Grécia Insular. Tudo isso que estou escrevendo serve para mostrar como a Grécia era um continente cercado por água, além da água, também eram terras muito altas, pois seu litoral é muito montanhoso e recoberto de ilhas, o que torna a geografia do lugar muito complicada.

O período Pré-Homérico

Segundo a versão histórica, o embrião da cultura grega floresceu na ilha de Creta, onde floresceu a civilização Minoica ou Cretense, por volta de 2200 a.C., essa civilização era culturalmente muito rica, ao ponto que até hoje não se decifrou toda a cultura dessa civilização. Por volta do séc. XVI a.C., outra civilização entrou em contato com os minoicos, essa civilização era formada por um grupo indo-europeu formado ao norte da península Balcânica. Essa civilização eram  os Aqueus. Assim, eles rapidamente tomaram conta da região, expandindo-se pelas ilhas do mar Egeu, e as terras ao leste da Ásia Menor, e da Grécia Continental. Da síntese das duas culturas surgiu o que é conhecido como civilização micênica (de Micenas), uma civilização responsável pela difusão do uso do cavalo, dos carros de guerra, a arte de navegas, da escrita, metalurgia do bronze e outros elementos comuns que fizeram a civilização crescer.

Pouco se sabe sobre o fim dessa civilização, acredita-se que ela entrou em um colapso financeiro por ser atingida por um terremoto, ou foi conquistada pelos “povos do mar”, entre eles os Dórios. O que se sabe sobre ela é através da arqueologia (ciência que aborda os elementos organizacionais das civilizações da antiguidade) e do estudo de cultura material (conjunto de objetos materiais produzidos e consumidos por uma civilização antiga. Ex: construções, estatuetas, etc.). Mas, o fato é que a queda dos micênicos findou o período da história grega, conhecido como pré-Homérico.

O período Homérico

Sendo o período anterior o Pré-Homérico, nada mais natural que esse seja chamado de Homérico. Mas por que Homérico? As respostas podem ser encontradas nas obras escritas de Homero: A Ilíada e a Odisseia. Essa importância ocorre, pois as fontes escritas para estudar a Grécia são raras nesse período, mas existe muita informação sobre os Gregos Antigos nessas duas obras, que serviram para educação dos Jovens Gregos. Elas contavam histórias de heróis, e assim ensinavam um modelo a ser seguido. A Ilíada, contava a história de Aquiles, da Guerra de Tróia, a Odisséia, conta o retorno para casa do herói Odisseu na sua viajem de retorna à Ítaca, depois de combater na guerra de Tróia.

Nesse período, a invasão dos Dórios fez com que as atividades urbanas enfraquecessem, cidades diminuíssem, comercio decaiu e até mesmo a escrita decaiu. A principal organização social nesse período ficou a cargo dos Genos. Que nada mais eram do que uma comunidade constituída de clãs familiares. A propriedade nos Genos era comunal, dividida entre seus integrantes da família. Essa organização familiar entrou em colapso por volta do séc. VIII a.C. pois novas técnicas de cultivo possibilitaram o aumento populacional, e a dificuldade do solo em produzir mais recursos fez com uma pequena aristocracia controlasse o uso da terra, fazendo com que a terra comunal passasse a ser privada. Desta forma, surge uma camada privilegiada entre a população, os Eupátridas ou “bem-nascidos”.

Ao fim do período homérico, a economia voltou a crescer. Lentamente voltou o uso das moedas, a difusão da metalurgia do ferro, o desenvolvimento da escrita (agora difundida pelo alfabeto fenício). E através do comércio, novas terras foram conquistadas, criando assim a Magna Grécia, uma região localizada ao sul da atual Itália. A expansão das rotas de comércio deu origem a uma extensa rota de comércio unindo vastas partes do mar Mediterrâneo. As antigas cidades cresceram, dando origem a Polis. A Polis, vai ser a base da organização social grega. Ela vai dar origem às cidades-Estados. Essas cidades gregas eram todas independentes entre si, com leis próprias e regras próprias. A Grécia, como nós conhecemos hoje, é um país unificado. A Grécia Antiga, era um punhado de cidades-Estados independentes, onde muitas vezes eram rivais, entrando em guerras sangrentas. As polis, deram origem ao conceito de cidadania, identificando quem pertencia a uma cidade ou outra, porém permitiu criar uma rivalidade intensa entre essas cidades.

Abaixo, deixo um vídeo de uma série bem legal no Youtube explicando sobre o assunto:

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